Oh grande
Apolo, deus das artes, do que é belo, da poesia que não se declina aos vermes,
do artífice que não sucumbe sua obra perante o comum.
Venho humilde
a ti, deus da arte graciosa, clamar humildemente, ainda que os tempos modernos
o tirem da memória coletiva, ainda assim, estais no meu coração como marca de
ferro quente, cravada em carne e sangue.
Não te
permitas que tua herança caia em mão gaitas, de seres boçais que não tem dom de
sua graça manifestada. Que tratam tuas musas como simples prostitutas
vandalizadas, e assim, corrompe o belo.
Assim digo que
nestes tempos, agiotas da música e da poesia tem usurpado seus amados e seletos
artífices, estão compurscar a tua natureza bela, esculpida por mão generosas
e graciosas. A lira fora substituída por sons grotescos, até mesmo a guitarra,
foi trocada por balbucios de músicas sacrílegas como o sertanejo atual.
Guardião do
sol, deus de doces pensamentos, não te iras com o absurdo desses trogloditas?
Até quando não penderá contra os bajuladores dessa pseudo arte carcomida e
artificial. Até quando o teu sol da justiça permanecerá escuro ante a
barbaridade da indústria? Até quando sofismas deteriorados irão manchar nossa
alma. Quando esses falsos oráculos serão punidos pelas suas infâmias?
Ah Apolo! Em
tempos nosso, de reprodução sistemática do que é antiestético, onde a tela
luminosa de humanos de torpes dedos só faz o que doentio. Tempo de massas de
intelecto aniquilado, onde vemos vermes glorificados e almas grandiosas
sujeitadas ao silêncio e a obscuridade. Até quando os poetas deverão se manter
no exílio? Até quando seremos vitimas de “luanisses”, “miscatrisses”, “clauletisses”?
Levanta-te oh
deus, acordai em todo inconsciente. Em que plagas distantes estais para sua imóvel
ação?
Ai! Então nos
leve para o Hades, pois é melhor que a praga moderna da televisão, combustível da
perdição, e da sujeição da razão.
Maldito é o
nosso tempo!
Nenhum comentário:
Postar um comentário