domingo, 17 de novembro de 2013

UMA ODE AO PECADO




“Aos amigos ausentes, amores perdidos e velhos deuses... E a estação das brumas... Que cada um dê ao diabo o que ele merece!” Neil Gaiman

Adoro o que é demoníaco.
Toda a libidinagem, a malícia, a voluptuosidade.
A libertinagem é um dom do cão.
Cão fiel na infidelidade, protegendo na libertinagem.
Que reguemos nossas vidas com vícios, que o pior de nós (ou melhor) seja celebrado.
Ai daquele que não vive, que define sua vida na pasmarice.
Que Dioniso, o deus, o Cão, nos livre de toda e qualquer avareza.
Haja dias regados com vinho, música, dança e muita transa esperta.
Que tenha poesia, filosofia e nenhuma gente careta.
Que o que é santo seja profanado, e o herege glorificado.
Nada de fome e escassez,
Que o amor seja livre e selvagem,
Nesses dias de tédios e covardes.