Bem, em tempos como estes, que vemos dia após dia o crescimento do
fascismo e dos eleitores do Jair Bolsonaro, Serra e etc., temos a necessidade
de rirmos da nossa própria desgraça que a cada vez mais, se torna avassaladora.
Contudo, nestes tempos conturbados, onde saciamos nossa sede em um lago cheio de sangue e corrupção, só nos resta refrescar nosso desconforto defecando em águas límpidas, assim, podemos enfim socializar algo: nossa infelicidade.
Sim, é tempos de riso e alegria, pois antes que as trevas batam as portas, devemos nos regozijar numa religiosidade mesquinha e depravada, em nome de uma tradição apodrecida até suas bases putrefatas, até no seu mais íntimo.
A ironia da humanidade escorre como veneno das presas de uma serpente mortífera, onde com suas gostas, Loki o enganador, vai sofrendo cada gota ácida sem nenhum conforto, a não ser o riso cético que forma um abismo na alma humana, onde os deuses antigos e benévolos são sepultados em nome de um monoteísmo surdo, que visa corromper a vida de como ela deveria ser.
O ideal de uma vida seria a licensiosidade, a libertinagem e a libidinagem. Sem isso, a ritualização da vida perde seu lócus, se tornando um tédio existencial, nos desumanizando fecundamente. O homem moderno é presa de mitos falsos, do mito que crucifica o seu deus em nome da crucificação de seus próprios ideais e anseios.
O homem da contemporaneidade vive numa era miticamente e misticamente remota, pois ao vender seus antigos deuses por bagatelas, em nome de um desenvolvimento destruidor, que lhe rouba a própria humanidade, retrocede espiritualmente, sem com isso realmente se desenvolver materialmente, pois com isso o que cresce é a tirania do homem sobre o homem, pois este é o único que escraviza sua própria espécie sem, contudo, refletir essa exploração
Prometeu está acorrentado! Pois tivera a audácia de tornar os homens, homens.Eram estes últimos uma massa disforme de barro, mas tornaram-se humanos com o fogo prometéico, tornando-0s seres eretos e pensantes. Por isso Zeus o condenou [Prometeu] estar eternamente acorrentado, onde todos os dias, ad aeternum, terá seu fígado devorado todas as noites por aves de rapina, e vê-lo pela manhã, se regenerar, assim voltando a um ciclo de sofrimento perpétuo.
E Sísifo? Este ousou enganar os deuses por amor a vida. Foi condenado a rolar uma pedra até o cume de uma montanha eternamente, para logo após, vê-la rolar morro abaixo, tendo de subi-la novamente, assim, por toda a eternidade. Não é este o castigo do homem que vive em um sistema produtivo perverso? Que ao seu fim, o seu trabalho que deveria liga-lo ao seu universo acaba-o por separa-lo?
O homus erectus não consegue manter a dignidade sobre dois pés, pois esta, lhe é confiscada por seus "iguais". Estes, tomam o lugar de Zeus e sua corte deificada, para condená-lo ao eterno castigo de subir uma montanha empurrando uma enorme pedra, ou todos os dias ter que ver seu fígado consumido por abutres, no caso, toda a riqueza produzida consumida por chacais de estirpe "nobre".
Com isso, vemos como a vida hoje só tem algum sentido via a alienação, ou mesmo, quando nos entregamos as paixões que por mais que possuam sua sacralidade natural, são consideradas baratas.
Terminarei por aqui, pois não quero com isso aconselhar que as pessoas bebam cicuta, mas que tentem viver de maneira intensa, pois com a chegada de tempos sombrios, só nos restará a esperança que nunca morre.
Contudo, nestes tempos conturbados, onde saciamos nossa sede em um lago cheio de sangue e corrupção, só nos resta refrescar nosso desconforto defecando em águas límpidas, assim, podemos enfim socializar algo: nossa infelicidade.
Sim, é tempos de riso e alegria, pois antes que as trevas batam as portas, devemos nos regozijar numa religiosidade mesquinha e depravada, em nome de uma tradição apodrecida até suas bases putrefatas, até no seu mais íntimo.
A ironia da humanidade escorre como veneno das presas de uma serpente mortífera, onde com suas gostas, Loki o enganador, vai sofrendo cada gota ácida sem nenhum conforto, a não ser o riso cético que forma um abismo na alma humana, onde os deuses antigos e benévolos são sepultados em nome de um monoteísmo surdo, que visa corromper a vida de como ela deveria ser.
O ideal de uma vida seria a licensiosidade, a libertinagem e a libidinagem. Sem isso, a ritualização da vida perde seu lócus, se tornando um tédio existencial, nos desumanizando fecundamente. O homem moderno é presa de mitos falsos, do mito que crucifica o seu deus em nome da crucificação de seus próprios ideais e anseios.
O homem da contemporaneidade vive numa era miticamente e misticamente remota, pois ao vender seus antigos deuses por bagatelas, em nome de um desenvolvimento destruidor, que lhe rouba a própria humanidade, retrocede espiritualmente, sem com isso realmente se desenvolver materialmente, pois com isso o que cresce é a tirania do homem sobre o homem, pois este é o único que escraviza sua própria espécie sem, contudo, refletir essa exploração
Prometeu está acorrentado! Pois tivera a audácia de tornar os homens, homens.Eram estes últimos uma massa disforme de barro, mas tornaram-se humanos com o fogo prometéico, tornando-0s seres eretos e pensantes. Por isso Zeus o condenou [Prometeu] estar eternamente acorrentado, onde todos os dias, ad aeternum, terá seu fígado devorado todas as noites por aves de rapina, e vê-lo pela manhã, se regenerar, assim voltando a um ciclo de sofrimento perpétuo.
E Sísifo? Este ousou enganar os deuses por amor a vida. Foi condenado a rolar uma pedra até o cume de uma montanha eternamente, para logo após, vê-la rolar morro abaixo, tendo de subi-la novamente, assim, por toda a eternidade. Não é este o castigo do homem que vive em um sistema produtivo perverso? Que ao seu fim, o seu trabalho que deveria liga-lo ao seu universo acaba-o por separa-lo?
O homus erectus não consegue manter a dignidade sobre dois pés, pois esta, lhe é confiscada por seus "iguais". Estes, tomam o lugar de Zeus e sua corte deificada, para condená-lo ao eterno castigo de subir uma montanha empurrando uma enorme pedra, ou todos os dias ter que ver seu fígado consumido por abutres, no caso, toda a riqueza produzida consumida por chacais de estirpe "nobre".
Com isso, vemos como a vida hoje só tem algum sentido via a alienação, ou mesmo, quando nos entregamos as paixões que por mais que possuam sua sacralidade natural, são consideradas baratas.
Terminarei por aqui, pois não quero com isso aconselhar que as pessoas bebam cicuta, mas que tentem viver de maneira intensa, pois com a chegada de tempos sombrios, só nos restará a esperança que nunca morre.
Saudações