Segundo
turno, e o que fazer quando temos de um lado Alien e do outro Predador? Isso
resume bem a política francana.
Dois
candidatos que representam a mesma defesa de classe, no que pese as diferenças
metodológicas, uma coisa é certa, quem quer que vença, as mudanças serão nulas.
Isso é certo pela constituição das duas agremiações que disputam o pleito e
suas determinadas defesas ideológicas. Dois partidos conservadores quem tem as
mesmas matrizes de combate aos movimentos sociais, criminalização da pobreza,
privatização e etc..
Não
temos opção, via as urnas, não temos salvação ou mesmo para onde correr, a não ser que a
população francana se rebele frente as forças políticas tradicionais.
Primeiro
temos Alexandre, tucano, truculento, autoritária, o substituto perfeito para
Sidney Franco da Rocha, o herdeiro político perfeitamente fabricado. E ainda o responsável pelo caos na
saúde.
A
saúde em Franca é péssima. Em primeiro lugar, não há plano de carreira para médicos e
enfermeiros, a remuneração é péssima, as condições de trabalho são
sucateadas, os funcionários são sobrecarregados exercendo funções diversas,
sobrecarregando-os e submetendo-os a condições de estresse e doença - o que é
contraditório para quem trabalha na saúde. Apesar das novas instalações do novo
pronto socorro, a estrutura continua não atendendo as demandas da população; faltam leitos,
equipamentos e meios que possibilitem o tratamento com dignidade. O novo pronto
socorro não passa de um depósito de seres humanos abandonados, mesmo em vista de que funcionários, com todo esforço tentado contornar os problemas estruturais.
É importante lembrar que Alexandre é conhecido por sua truculência a trabalhadores, ele foi
responsável por submeter os agentes de vetores a um salário menor que o mínimo,
ou seja, nem mesmo as condições salariais mínimas exigidas pela lei e pela CLT foram
cumpridas.
Para
terminar, Alexandre Ferreira é acionista da Unimed. Podemos denotar daí, o
compromisso com o sistema privado de saúde. Poderemos esperar um sucateamento
maior do sistema publico de saúde, o que significará a tentativa de forçar a
população aderir ao sistema privado.
Da
Graciela não tem muito que se falar, assim como de seus mandatos na câmara dos
vereadores. Apesar do discurso populista, demagógico, ela apenas significou uma
expressão vazia no parlamento.
Graciela
representa o mesmo projeto defendido por Alexandre, apenas com um viés suave.
Devido a representação ideológica do PP, onde tem como principal figura Paulo Maluf, criminoso procurado
internacionalmente, podemos entender que o projeto privatista
continuará em nossa cidade. O malufismo é herança da ditadura militar, e como
sabemos, até pela linha que a Delegada Graciela já demonstrou, também não fica
atrás ao manifestar essa herança maldita da truculência dos tempos de chumbo quem
não se lembra dela ameaçar um vereador dizendo que "também sabia atirar" - imagine quando a população for à porta
da prefeitura, não vai ficar atrás dos atos de Sidney, que mandou a polícia para cima de
estudantes.
A
cidade de Franca tem apenas uma opção: ou se organizar como classe, ou
continuará sendo explorada. Não importa quem vença, sabemos que nenhum dos dois
irá representar os anseios da população, sabemos que os dois, outrora aliados e
hoje apenas adversários circunstanciais, representam o mesmo projeto de cidade.
O que isso representa? Nada, apenas teremos nossos direitos conquistados com
muita luta privatizados.
População
francana, não se deixe enganar, não se deixe roubar. Se as urnas são motivo de
desespero, ainda temos nossas vozes, nossos braços, nosso sangue. Que sejamos
oposição sempre a estes dois projetos falidos representados pelo PSDB e pelo PP
e seus títeres, Alexandre e Graciela.
Votarei nulo, mas farei oposição nas ruas junto com trabalhadores e estudantes! Essa é a verdadeira democracia, quando a população vai as ruas, exigir e o que é seu por direito.
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